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3 Coisas sobre a Sombra da Psicologia Analítica

Atualizado: 14 de abr. de 2022

Um Importante Fundamento da Psicologia Analítica


A verdade é que muito se fala e poucos encaram a sombra, conceito cunhado pelo fundador da psicologia analítica, Carl Gustav Jung. Para quem quiser começar a olhá-la de rabo de olho vai aí três dicas para reconhecê-la e entender melhor o que é a psicologia analítica.


1 – Se você diz "eu nunca faria isso" significa que sua sombra faria: o que você chama de "eu" é uma mínima parte da sua psique que possui (ou deveria) centralidade na consciência. O "eu" é formado por ideias e ideais que tendem a trazer uma coesão para a consciência. Isso significa que tudo o que não está de acordo com esse "eu" é rejeitado por ele e constitui a sombra. E ela não fica quietinha no inconsciente, ela possui um papel ativo no comportamento de todos indivíduos, diariamente.


2 – A sombra não é somente o que é rejeitado pelo "eu": como o seu "eu" é construído a partir de ideais e padrões familiares, sociais e culturais, isso significa que podemos entender a família, a sociedade, a nação, o modus vivendi humano consciente coletivo sendo portador de uma sombra coletiva.



3 – Temos que levar a física a sério: há um equívoco infantil em afirmar que quanto mais luz, menos sombra. A física diz que quanto mais luz, mais a sombra é projetada. Ou seja, não é possível nunca, pelo menos enquanto vivo, destituir-se da sombra. O ideal é encontrar o meio termo, para assim reconhecer a sombra em si mesmo.




Dr. Leonardo Torres, psicoterapeuta junguiano e autor do livro Contágio Psíquico.

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