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Smartphones transformam crianças e adultos em zumbis



A cada dia o ser humano tem se conectado mais e mais na internet e nas redes sociais digitais. Hoje a humanidade sofre de uma doença chamada nomofobia, a incapacidade de estar desconectado ou longe de um aparelho eletrônico. Em nossos bolsos estão celulares ativos, carros ultra-conectados, casas se tornando mais inteligentes, tudo por causa da internet.



O usuário adulto comum toca cerca de 2.600 vezes o seu smartphone e liga sua tela mais de 200 vezes por dia e este número tem crescido. A cada dia os aparelhos eletrônicos estão mais viciantes. Não à toa as áreas de Psicologia e Comunicação já tem feito uma metáfora sobre os usuários de internet, principalmente, os mais jovens usuários estão se tornando zumbis – anestesiados, famintos e sem emoções, acompanhe alguns argumentos abaixo, e pense duas vezes antes de entregar tais aparelhos para seus filhos.


1 - ANESTESIA: os aparelhos eletrônicos causam efeito sedativo: em um congresso de anestesiologia de Hong Kong, cientistas demonstraram como o uso de somente 30 minutos de aparelhos eletrônicos (smartphones e tablets) reduzem a consciência humana, causando o mesmo efeito de uma droga sedativa denominada midazolam. Este é o efeito que garante que o usuário passe horas diante das telas sem perceber.


2 - FAMINTOS por informações que são absorvidas superficialmente: quanto mais o indivíduo está conectado mais ele quer se conectar, pois parece existir uma necessidade de saber novas informações, seja sobre política, fofocas de celebridades ou de amigos. Contudo, está provado que o cérebro humano não é capaz processar toda a informação diária que uma rede social como o Facebook oferece. Isto causa um efeito de superinformação e faz com que o indivíduo só absorva a informação na superficialidade. Um exemplo disso são as fake news ou então o compartilhar uma matéria jornalística sem sequer ter lido a notícia.


3 - SEM EMOÇÕES: a empatia humana tem sido reduzida. Cada vez menos a humanidade está socializando interpessoalmente, ou seja, presencialmente. A empatia surge do embate interpessoal, de diferenças, de gostos, de experiências de vida, etc.. Em uma sociedade em que é mais fácil desfazer a amizade do que entender o ponto de vista e a realidade do outro, a empatia acaba por se subdesenvolver. Além disso, se não há experiência interpessoal, do indivíduo com outro e com o mundo, há somente indivíduo e interface virtual, as emoções também tornam-se subdesenvolvidas. Hoje em dia, já existe um número importante de indivíduos que sequer conseguem reconhecer expressões faciais de outros indivíduos, como alegria, tristeza, raiva, pois ao longo de suas vidas interagiram mais via aparelhos eletrônicos do que presencialmente.


Bônus: as crianças são as mais afetadas. No decorrer do desenvolvimento humano, a criança precisa experimentar o mundo o máximo possível. Isso significa que ela tem que correr, respirar fundo, cair e se machucar, parar para descansar, pintar, ser apresentadas às cores, aos sons e músicas, às texturas, tanto gustativas (comidas) como tatéis, etc.. Quando ela é colocada diante das telas eletrônicas, ela perde toda essa necessária experiência para o seu desenvolvimento. Isso cria uma geração ainda mais zumbi: mais anestesiada e viciada nos aparelhos e cada vez mais sem empatia.


É tempo da humanidade repensar sua relação com os aparelhos eletrônicos e começar a retormar as conexões presenciais, para que elas por fim se tornem vínculos.





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