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Nos tornamos zumbis?

Na pesquisa publicada pela revista científica e-compós, nós estudamos o estado zumbizógeno da sociedade atual. Ele está nas telas dos cinemas, dos jogos, nos quadrinhos, em vários produtos culturais. Ele é a figura de terror mais pesquisa no Google nos últimos 7 anos. Por que será tamanho fascínio pelo zumbi? Talvez porque, de alguma forma, nós sabemos que, lá no fundo, que nós estamos cada vez mais nos tornando zumbis.



Já acordamos cansados, daí vamos para a academia com preguiça, e então, partimos para um trabalho estressantes, e no meio disso, transportes públicos e trânsitos insuportáveis. Muitas vezes até nos perguntamos: para que estou fazendo tudo isso? É simples, para pagar boletos e fazer o sistema continuar a funcionar.


O ser humano, em geral, tem vivido uma vida sem sentido, ou seja, cambaleando e vagando como zumbis. Ambos famintos, não por fome, por compulsão, consumimos coisas que não nos alimentam. Estamos com o estômago aberto assim como os vagantes. Isso podemos ver desde o consumismo que acumula milhares de mercadorias em nossas casas até os alimentos “zeros”, que possuem zero caloria. Ora, qualquer animal não comeria algo por zero calorias, isso é perda de tempo. Isso significa que estamos imersos à compulsão devoradora que irá nos devorar, afinal.


Se somos zumbis, e o nosso cérebro? Parece que cada vez mais eles estão cooptados pelo entretenimento, pela superficialidade, pelos status tão cobiçados nas redes sociais. O ideal é ser influencer e possuir um conteúdo que viralize. Aliás viralizar também nos remete aos zumbis. Curioso é que a maioria dos conteúdos não possuem uma profundidade de tema, mas se resume a tutoriais, cotidianos, comédias rasas e rápidas, etc.. Nosso cérebro é um músculo e está atrofiando. Nos falta a crítica, a aletheia, o aprofundamento.


O uso de 30 minutos de aparelhos eletrônicos, segundo estudos de anestesiologistas de Hong Kong, é comparável com o efeito da droga Midazolan, uma droga anestésica pré-operatória. Estamos literalmente anestesiados, em estado letárgico, assim como os zumbis, e isso é preocupante.

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